Hoje amanheci antes de acordar, sonhei de uma cor diferente e despertei de um arregalar de olhos fechados. Não entendi se estava desperta ou dormia e sonhava estar acordada.
Numa linha havia nós a serem desfeitos, entretanto, a pergunta feita era: qual o tamanho da linha?
Abri os olhos. Respirei o ar fresco do quarto. Estendi-me na cama macia. Pensei no sol que surgia manso em meio às nuvens e lambia as frestas da minha janela. Senti-me segura e um pouco mais descansada. Será que é assim mesmo ou continuo dormindo?
O dia se deu luminoso e calmo para mim, de uma generosidade irrecusável!
Imaginei mais uma vez a linha e seus nós, tentei ver a cor diferente enquanto remexia as cobertas, o sol já brilhava mais intenso mordendo a fechadura dizendo “quero entrar!”, mas os olhos, abertos demais pediam cautela, a noite foi longa e leva um tempo para se habituar a maravilha. É assim mesmo. Penso. Nem tudo é poesia.
Eu e o sol em nosso namoro nos precisamos e nos queremos, mas ele se esconde de mim e eu me protejo dele, enquanto isso a lua me provoca dizendo para o sonho instigar, “qual é o tamanho da linha?”.
Curiosa trama celeste, sol e lua, linha e nó, eu e um sonho, todos feitos da mesma luz e sombra...
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