Não sou uma artesã das palavras, nem as conheço direito, confundo seus significados, às vezes, corro para o dicionário, em vão, pois muitas são as necessidades, e a palavra que eu preciso ainda não foi inventada, minha dependência me impede de inventá-la.
Ouço meus ídolos poetas e leio textos recheados de Beleza e Verdade compostos por meus deuses escritores, nenhum, e digo, nenhum mesmo, sequer por uma única vez, falou em regras ou disciplinas ou horários propícios ou tempos de maturação, enfim, escreviam, compunham, apenas, esbanjavam talento por pura necessidade.
Cazuza disse: “morrer não dói”, e ele morreu um pouquinho a cada palavra cantada, dita, escrita. Ele disse Verdade. Eu, acredita no poeta. A Vida o levou, a Morte, não.