"Quinta-feira, Outubro 18, 2007
Uma Nova Atitude
Hoje fiz uma coisa que eu sempre quis fazer,cancelei e desisti de uma consulta médica dentrodo consultório, por que a médica atrasou meu atendimento.
Tinha uma consulta às 17:20.
17:40 ainda estava na sala de espera,então fui até a recepcionista, e pedi calmamente paracancelar a consulta, ela olhou assustada para mim,perguntou se eu tinha certeza, eu disse que sim,ela perguntou se eu não queria se ela confirmasse se a médicaia demorar, eu disse não, a outra recepcionista perguntou para ela o que tinha acontecido, ela disse que eu queria cancelar a consulta,a outra recepcionista me perguntou por que,e eu calmamente respondi que tinha uma consulta às 17:20liguei as 14:55 perguntando se tinha algum atraso e fui informado que não,e que já eram 17:45 e eu não ia esperar mais.
A recepcionista me entregou a guia do plano de saúde eu rasguei,ela perguntou se eu queria remarcar e eu disse que não, que tinham outros otorrinos no meu plano de saúde.
Agradeci, desejei boa noite para elas, e saí.
Elas ficaram lá me olhando com uma cara de DÃÃÃ!
Me senti muito bem fazendo isso, e esse vai ser meu novo tipo de atitude,o problema não foi nem o atraso, a médica atendeu duas pessoas depois que eu cheguei no consultório, uma mulher cheia de crianças,e estava atendendo uma mulher grávida na hora que eu sai.
OK, atende o pessoal com prioridade na frente, mas dá alguma satisfação!eu ficaria bem menos inclinado a sair se uma das recepcionistas tivesse me dito, olha ela está atendendo uma grávidaestá fazendo um exame que pode demorar, você pode aguardar?
Agora vejo o povo reclamar dos políticos mas tenho andado por ai e vendoque falta ética em todas as camadas da população,frentista, bancário, doméstica, político, médico etc...ninguém pratica a ética, a maioria quer é que o resto se foda primeiro o meu depois o meu..."
Esse comentário vale o público: É isso mesmo! Nada como fazer a própria parte.
A história do Lenda serve de ilustração para muitas situações inaceitáveis que ocorrem com uma frequência assustadora.
Aproveito a oportunidade para falar da grosseria que campeia os espaços públicos, é lamentável.
sexta-feira, novembro 23, 2007
Sabe onde eu encontro o misterioso sábio chinês?
Por favor, sabe onde eu encontro o Misterioso Sábio Chinês?
- Eu sou o Misterioso Sábio Chinês.
- Você?
- Sim. Não tem escrito "Misterioso Sábio Chinês" na placa ali na entrada da caverna? E não sou eu a única pessoa aqui dentro?
- Mas... você... parece tão novo...
- Sou misterioso, sou sábio e sou chinês. Sou o Misterioso Sábio Chinês. Se você está procurando pelo Velho Sábio Chinês, veio ao local errado. O Velho Sábio Chinês vive nas montanhas ao norte de Lanzhou.
- Achei que só existisse um Sábio Chinês...
- Engano seu, ingênuo jovem. O mercado de sábios chineses é bastante concorrido.
- O senhor pode me dar um conselho? Estou passando por problemas muito sérios.
- Desde que você me conte esses problemas... Sou apenas o Misterioso Sábio Chinês, não um adivinho. O Lendário Adivinho Chinês vive nas selvas da Manchúria.
- Minha noiva me deixou. E não consigo fazer com que ela volte para mim. Ela diz que não me ama mais, e agora vive aos beijos com o quarterback do time de futebol da escola.
- Pequeno gafanhoto, quando isso ocorreu?
- Há sete meses.
- Hmm... Percebo muita angústia em você, Daniel-san.
- Há alguma solução para o meu problema, ó Sábio?
- Vá para Xangai. Na Rua do Porto, há um bar chamado "China Dolls". Pergunte pela Julie Terremoto. Por trezentos e cinqüenta yuans, ela solucionará o seu problema.
- Como assim, Sábio? Ela é uma...
- Sim. A mais bonita de toda a China. Pele macia como a seda. Cabelos perfumados como a flor-de-lís. Voz provocante. Lábios carnudos. Coxas bem torneadas. Seios firmes. Um dorso capaz de fazer Madame Butterfly cometer harakiri de tanta inveja.
- Sábio, sou incapaz de desejar outra mulher. Só quero ter Sonya de volta em meus braços!
- Sinto muito, bravo dragão-do-pântano. O que procura então não é a estrada da sabedoria, mas a trilha do romance. Caminhe em direção ao pôr-do-sol, por três dias e três noites. Na terceira pastelaria após a Grande Muralha, vire à direita e ande trezentos metros. O Romântico Fábio Chinês vive lá, ele poderá te ajudar.
- Romântico Sábio Chinês?
- Não, Romântico *Fábio* Chinês. O Fabinho estudou comigo na Universidade de Sábios Chineses, mas se apaixonou pela bibliotecária da escola e foi jubilado. Não se pode ser romântico e sábio ao mesmo tempo.
Essa é do LendáriO! Só podia ser!
- Eu sou o Misterioso Sábio Chinês.
- Você?
- Sim. Não tem escrito "Misterioso Sábio Chinês" na placa ali na entrada da caverna? E não sou eu a única pessoa aqui dentro?
- Mas... você... parece tão novo...
- Sou misterioso, sou sábio e sou chinês. Sou o Misterioso Sábio Chinês. Se você está procurando pelo Velho Sábio Chinês, veio ao local errado. O Velho Sábio Chinês vive nas montanhas ao norte de Lanzhou.
- Achei que só existisse um Sábio Chinês...
- Engano seu, ingênuo jovem. O mercado de sábios chineses é bastante concorrido.
- O senhor pode me dar um conselho? Estou passando por problemas muito sérios.
- Desde que você me conte esses problemas... Sou apenas o Misterioso Sábio Chinês, não um adivinho. O Lendário Adivinho Chinês vive nas selvas da Manchúria.
- Minha noiva me deixou. E não consigo fazer com que ela volte para mim. Ela diz que não me ama mais, e agora vive aos beijos com o quarterback do time de futebol da escola.
- Pequeno gafanhoto, quando isso ocorreu?
- Há sete meses.
- Hmm... Percebo muita angústia em você, Daniel-san.
- Há alguma solução para o meu problema, ó Sábio?
- Vá para Xangai. Na Rua do Porto, há um bar chamado "China Dolls". Pergunte pela Julie Terremoto. Por trezentos e cinqüenta yuans, ela solucionará o seu problema.
- Como assim, Sábio? Ela é uma...
- Sim. A mais bonita de toda a China. Pele macia como a seda. Cabelos perfumados como a flor-de-lís. Voz provocante. Lábios carnudos. Coxas bem torneadas. Seios firmes. Um dorso capaz de fazer Madame Butterfly cometer harakiri de tanta inveja.
- Sábio, sou incapaz de desejar outra mulher. Só quero ter Sonya de volta em meus braços!
- Sinto muito, bravo dragão-do-pântano. O que procura então não é a estrada da sabedoria, mas a trilha do romance. Caminhe em direção ao pôr-do-sol, por três dias e três noites. Na terceira pastelaria após a Grande Muralha, vire à direita e ande trezentos metros. O Romântico Fábio Chinês vive lá, ele poderá te ajudar.
- Romântico Sábio Chinês?
- Não, Romântico *Fábio* Chinês. O Fabinho estudou comigo na Universidade de Sábios Chineses, mas se apaixonou pela bibliotecária da escola e foi jubilado. Não se pode ser romântico e sábio ao mesmo tempo.
Essa é do LendáriO! Só podia ser!
...e por falar em tombo certeiro...
É de se admirar como só agora a Polícia Federal tá dando um duro danado e sacolejando a bananeira com força!
Tá caindo malandro grande de balde!
Mas, por que só agora?
O que é que os impediu de fazer isto antes?
Será que não prestei atenção no noticiário nos últimos 10 anos? Acho que não...
Enfim, se alguém puder explicar isso para mim, e para mais uma porção de gente, (muito mais gabaritada do que euzinha, diga-se de passagem) que também não está entendendo, agredecemos antecipadamente.
Tá caindo malandro grande de balde!
Mas, por que só agora?
O que é que os impediu de fazer isto antes?
Será que não prestei atenção no noticiário nos últimos 10 anos? Acho que não...
Enfim, se alguém puder explicar isso para mim, e para mais uma porção de gente, (muito mais gabaritada do que euzinha, diga-se de passagem) que também não está entendendo, agredecemos antecipadamente.
terça-feira, novembro 20, 2007
Quarenta anos se passaram
Quarenta anos se passaram.
Vivi todos eles!
Esta pode ser uma afirmação, a primeira vista, bizarra, entretanto não é.
Afirmação bizarra é dizer que se vive preso, é dizer que se vive com fome, é dizer que se vive com medo, é dizer que se vive só.
Ninguém vive preso, apenas se sobrevive preso, tampouco alguém é capaz de viver com fome, igualmente, somente se sobrevive com fome.
O medo também não permite que se viva, mas que se sobreviva dele, por ele, em razão dele, o medo é característica de quem somente sobrevive.
Já a solidão, a solitude, o estar só, bem, esta não é uma questão de sobrevivencia. Dizer que se vive só, ou que se está só, enfim, não passa de uma grande mentira!
Ninguém é ou está só, além dos milhões de bactérias que nos habitam como se fossemos um banco de corais, tem também os virus que vem só para dar um "olá", e os insetos que moram nos lugares mais inesperados da casa, ah! tem os geRRRmes. rs...
Brincadeiras postas de lado, dizer-se só, é mentira, porque nunca ouvi falar de alguém que tenha sido abandonado por Deus, ouvi sim, gente reclamando que Ele não faz as coisas do jeito que se queria, gente dizendo que Ele não existe, gente esperando Dele coisas que deveriam vir dos pais, do patrão, do governo, enfim, gente que só espera. Talvez esse seja o grande dilema.
Gente que só espera, espera só.
Por tudo isto é que digo, melhor, afirmo, que vivi todos os quarenta anos.
Seria bobagem dizer nunca ter experimentado nenhuma destas situações e sensações. O brilho da resposta reside no momento em que me dei conta do pequeno coração batendo em meu peito de criança. Nunca me senti só, talvez carente, mas jamais solitária.
Foi assim que aprendi a não esperar.
Neste sentido o mito da Caixa de Pandora é emblemático... Em meio a todas as desgraças eis que surge a esperança! Quem disse que este conteúdo específico era melhor que os outros?
Será que era de cor diferente ou fazia mais barulho que as outras desgraças?
A filhinha de cinco aninhos da vizinha deu a resposta: "é porque ela é doce tia!".
Tamanha beleza e profundidade é dom da infância. O resto é a Vida que se leva.
Vivi todos eles!
Esta pode ser uma afirmação, a primeira vista, bizarra, entretanto não é.
Afirmação bizarra é dizer que se vive preso, é dizer que se vive com fome, é dizer que se vive com medo, é dizer que se vive só.
Ninguém vive preso, apenas se sobrevive preso, tampouco alguém é capaz de viver com fome, igualmente, somente se sobrevive com fome.
O medo também não permite que se viva, mas que se sobreviva dele, por ele, em razão dele, o medo é característica de quem somente sobrevive.
Já a solidão, a solitude, o estar só, bem, esta não é uma questão de sobrevivencia. Dizer que se vive só, ou que se está só, enfim, não passa de uma grande mentira!
Ninguém é ou está só, além dos milhões de bactérias que nos habitam como se fossemos um banco de corais, tem também os virus que vem só para dar um "olá", e os insetos que moram nos lugares mais inesperados da casa, ah! tem os geRRRmes. rs...
Brincadeiras postas de lado, dizer-se só, é mentira, porque nunca ouvi falar de alguém que tenha sido abandonado por Deus, ouvi sim, gente reclamando que Ele não faz as coisas do jeito que se queria, gente dizendo que Ele não existe, gente esperando Dele coisas que deveriam vir dos pais, do patrão, do governo, enfim, gente que só espera. Talvez esse seja o grande dilema.
Gente que só espera, espera só.
Por tudo isto é que digo, melhor, afirmo, que vivi todos os quarenta anos.
Seria bobagem dizer nunca ter experimentado nenhuma destas situações e sensações. O brilho da resposta reside no momento em que me dei conta do pequeno coração batendo em meu peito de criança. Nunca me senti só, talvez carente, mas jamais solitária.
Foi assim que aprendi a não esperar.
Neste sentido o mito da Caixa de Pandora é emblemático... Em meio a todas as desgraças eis que surge a esperança! Quem disse que este conteúdo específico era melhor que os outros?
Será que era de cor diferente ou fazia mais barulho que as outras desgraças?
A filhinha de cinco aninhos da vizinha deu a resposta: "é porque ela é doce tia!".
Tamanha beleza e profundidade é dom da infância. O resto é a Vida que se leva.