quinta-feira, maio 29, 2008

Da tábua

Comungar com a madeira - eis a parte mais difícil da tarefa. Sabíamos bem que as maças da árvore do Éden possuiam o conhecimento do bem e do mal; às vezes, parecia que ambos estavam grudados no lenho. O menor dos erros podia trair nossa ferramenta e pôr a perder dias de dura lida - não raro, a tábua se dividia quase que espontaneamente. Passei a acreditar que, mesmo em estado bruto, ela tinha a capacidade de agir com discernimento (e com muita vontade de praticar o mal). Um homem perverso, pelo contrário, ao fingir-se de árvore do bem, fatalmente entristecerá as folhas que pendem de seus galhos.

Um homem perverso, pelo contrário, ao fingir-se de árvore do bem, fatalmente entristecerá as folhas que pendem de seus galhos.

Um homem perverso, pelo contrário, ao fingir-se de árvore do bem, fatalmente entristecerá as folhas que pendem de seus galhos.

Um homem perverso, pelo contrário, ao fingir-se de árvore do bem, fatalmente entristecerá as folhas que pendem de seus galhos.

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                                                                                        Norman Mailer

2 comentários:

Anônimo disse...

o medo do mal pode ser o medo de pessoas(homens maus?)

anah[ponto] disse...

estas são palavras de um carpinteiro inseguro. antes dele reconhecer-se algo diferente de ser carpinteiro. o medo do mal pode ser o medo de si mesmo